terça-feira, 10 de abril de 2007

As palavras

É engraçado como as pequenas palavras definem tantas coisas, como muitas palavras às vezes não conseguem definição nenhuma.
Recentemente comecei a recordar de momentos em que “encurtar” as frases se tornou mais do que indicado, mas sim crucial. Um bom exemplo é a hora “H” da conquista, quando essa pessoa é apenas mais uma, é fácil, alias é como um jogo, você sabe que pode perder mas não se importa em arriscar, afinal é só um jogo. Mas por que quando essa hora chega com a pessoa que nós mais desejamos, as palavras parecem não se encaixar? e fazemos longos discursos, que nos faz dar voltar e ficar no mesmo lugar? E só depois de ver que perdemos, percebemos que esse também era apenas um jogo, mas o enxergamos como a final de uma copa.
Outra situação me intrigou ainda a pouco, não sei se todos possuem um alguém assim, mas acho que nos dias de hoje, principalmente pelo fato do uso da internet, existem muitas relações sejam elas: amorosas, amigas, ou hostis entre pessoas que mal se vêem e que talvez nunca chegaram a ter momentos que fizessem justiça a esses sentimentos. Chega a ser cômico você não ter nada a declarar sobre seu vizinho, e possuir um afeto imenso e defender com unhas e dentes uma pessoa que esta muito longe e que você nem a viu tanto assim pra sentir tanta saudade, a saudade chega ate apertar o peito e você fica se perguntando: será que isso normal? Será que estou fazendo o certo? E tudo se torna justificativo quando essa pessoa diz que esse carinho é recíproco, basta um simples eu te adoro, pra tudo fazer sentido.
Quando encontramos essas pessoas, sejam elas as que você considera o jogo da sua vida, ou uma que te faz realizar o que eu chamo de sentimento platônico contemporâneo, acontece sintomas semelhantes, a boca vai ficar seca, as palavras vão continuar não fluindo como o esperado ate que se quebre alguns blocos de gelo, e a sensação de que os diálogos intermináveis que você esta usando poderia ser substituído por um simples te adoro, ou apenas cinco letrinhas -e u t e a m o-, vai lhe dar uma vontade de gritar , por num ter nada a dizer, mesmo sabendo que vocês estão se entendendo não pelas palavras, mas pelas trocas de olhares e expressões a cada frase captada.
Será que a gente deve mesmo conversar tanto pra conhecer alguém, ou ter que dizer várias coisas pra fazer entender o que a gente realmente sente? Mesmo sabendo que foi por causa das conversas intermináveis que vocês tiveram que lhe fez gostar tanto?
Poucas palavras muitos sentimentos, que surgiram através de muitas palavras, que talvez não façam sentido algum, mas sentir é preciso mesmo sem sentido, vale muito mais uma fé cega mesmo de pé atrás.

3 comentários:

Anônimo disse...

puxa adorei esse texto, parece ter descrevido minha vida toda, massa d+
(mas até parece que os homens tem esse problema de frio na espinha rsrs)
mas fikou mto massa ,
bjooooos

Anônimo disse...

"E só depois de ver que perdemos, percebemos que esse também era apenas um jogo, mas o enxergamos como a final de uma copa."

SENSACIONAL!!!!

Anônimo disse...

De fato um texto eximio em todos os aspectos e palavras escrito e comprecisao e uma impecabilidade, em descrever simplesmente o que de fato acontece com uma simplicidade de incriveil patamar
muito bom esse texto